domingo, 4 de julho de 2010

Azul...



Eu ainda lembrava do cheiro, do gosto, da sensação na minha pele. Eu ainda lembrava de quão azul o céu pode ser... mas eu lembrava ainda mais do rastro das lágrimas no meu rosto. Ainda podia sentir a blusa molhada contra meu peito, a garganta doendo, a cabeça girando.


Eu tinha lutado por tempo demais contra esse choro, contra esse medo, contra esse sentimento. Eu dizia "Eu sou uma idiota, eu sou uma idiota, eu sou uma idiota.", assim desse jeito, três vezes seguidas o que faz com o que é dito seja realidade.


Eu não sei mais como fazer isso... o que pensar, o que dizer, sequer o que escrever...

4 comentários:

Ti disse...

Gostei do lance do dizer 3 vezes seguidas fazendo o que foi dito se tornar realidade...
Vamos lá:

-Eu sou o homem mais rico do mundo.
-Eu sou o homem mais rico do mundo.
-Eu sou o homem mais rico do mundo.

não, eu não sou...
Logo você não é idiota!

;*

Fernanda Caetano disse...

a dor é inevitável,
o sofrimento opcional......

Aline Dias disse...

é vazio, às vezes, né?

.Rafaela Sá. disse...

Ah, então estamos juntas nessa. De amores platônicos a choros reprimidos (que podem tornar-se explosivos de repente).

Às vezes acho que é bom aproveitar os dias tristes também, sem se preocupar em como fazer (ou não) alguma coisa.

Só não esqueça: O céu sempre será azul ;)