Aaaaaaaa!!! Morri de saudades daqui, do meu blog meiguinho e cheirosinho... hauahuahahu
Finalmente arrumaram o PC. Acredita que era só o botão de ligar?? Muito idiota!! Foi só comprar um power swit novo, que pronto, voltou a funcionar... \o/
Oks... voltando a ativa, vou postar um texto que foi publicado na Revista Gloss desse mês, sobre Felicidade. Ele foi escrito por João Paulo Cuenca, que é carioca, já publicou 3 livros, e faz parte da nova geração de escritores. O texto é MARAVILHOSO!
A Felicidade
Felicidade é quando nossos pés descalços afundam na areia, e nos beijamos nos lábios, e afundamos nossos corpos um contra o outro num abraço incondicional, e chove forte sobre nossas cabeças e as gotas são esferas de vidro com recordações do que ainda não vivemos, e as gotas se transformam em asas de gaivotas que rasgam o horizonte, e não há culpa sobre os nossos ombros quando eu olho para você e enxergo em outras, quando você me vê e eu sou vários, e a combinação infinita desses milhões de casais que moram dentro dos nossos olhos caminha até o mar quente que nos envolve em ondas, e nos molha a todos, os vários de nós dois entrelaçados em combinações improváveis, até que a palavra "outro" perca totalmente o sentido, até que nos encontremos no ponto onde seremosjuntos algo que não sou eu e que tampouco é você.
E então, sob a luz de um amanhecer cor de sangue, atravessaremos o oceano em queda livre, e após retorcer o eixo do mundo com as pontas dos dedos, teremos o céu sob os pés descalços, e as cidades do Planeta Terra serão pequenos pontos de luz debaixo do nosso vôo, nossos sorrisos iluminados como que por fogos de artifício à medida que nos encaramos sem volta, confortáveis em haver perdido o caminho de casa, quando passado e futuro serão termos sem significado, porque só haverá (há) o presente, o instante agudo onde as órbitas dos seus olhos se refletem nas minhas, e vice-versa, como uma multidão de espelhinhos, até que esses planetas livremente se alinhem como reflexos em oposição numa reta perfeita - e nenhum de nós, nunca mais, precise mentir um para o outro.