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domingo, 9 de novembro de 2008

Teses da Lari..

Depois de várias semanas com textos profundos, e até alguns depressivos, resolvi animar o blog com um texto engraçadinho. São teses minhas, bem bobinhas, mas dá para rir um pouco.

1º Tese: Crianças bonitas demais crescem em adulto menos privilegiados fisicamente. E crianças mais peculiares crescem adultos mais bem afeiçoados. Sério mesmo, já fiz o teste com várias pessoas. Quanto mais bonitinho quando era pequeno piorzinho ficou adulto. Óbvio que existem exceções, como toda boa regra.

2º Tese: Em toda festa (coquetel, casamento, desfile...) tem pelo menos um barman bonito. Nessa ainda não achei exceção.

3º Tese: O integrante mais gato de uma banda é sempre o guitarrista. Se ele não é o mais bonito, é o mais charmoso. Pode conferir... vai ser bem difícil achar uma exceção para essa.

4º Tese: Essa é polêmica. Homem não termina relacionamento para ficar sozinho. Quando ele termina ou é porque está de olho em outra, ou já tem outra (as vezes é outras). Sim, essa tem exceções, mas sendo sincera, nunca vi.

5º Tese: Espelho engorda. Isso é fato.


Deu, né. Daqui a pouco vou começar a me sentir Lutero. Vou voltar para os milhões de trabalhos da faculdade que tenho pra fazer.

;*

Entre por essa porta agora, e diga que me adora. Você tem meia hora prá mudar a minha vida...


terça-feira, 20 de maio de 2008

Estréia...

Quando abriu os olhos naquela tarde, ela prometeu a si mesma que jamais beberia daquela maneira. Ela cheirava cigarro e cerveja, porque parecia que todos os idiotas daquela boate tinham que esbarrar nela e derramar cerveja no seu vestido novo. Ela estava cansada de acordar de ressaca; estava cansada de sentir aquele cheiro; e estava mais cansada ainda de saber que o garoto, com o qual havia se esfregado a noite toda, não ia ligar no dia seguinte, ou naquela semana; ele ligaria quando quisesse companhia.
Então ela decidiu que queria mudar. As festas e bebedeiras parariam. Ela se sentia só, e pela primeira vez queria amar de verdade. Ela levantou e foi tomar banho, afinal o cheiro continuava nela.
Ao sair do banho havia um café quentinho e cheiroso em cima da mesa, ela pensou que provavelmente foi Vivs, sua melhor amiga e companheira de apê, que fez pra ela. Ela e Vivs eram amigas de infância, sempre se deram super bem, e quando ambas passaram no vestibular, elas sabiam que finalmente seriam independentes dos pais; e que poderiam dividir um apê pertinho da universidade, algo que elas sempre quiseram fazer. Vivs detestava que ela saísse e bebesse, coisas que ela andava fazendo constantemente.
Vestiu uma calça de agasalho e uma babylook, e carregando a caneca, foi em direção ao quarto da amiga. Antes mesmo de abrir a porta, Vivs falou:
-Bom dia senhorita baladeira, como foi a festa ontem? –o tom dela era meio mal-humorado. Então ela respondeu:
-Bom dia! A festa foi uma porcaria, nem sei porque ainda vou nessas coisas... -Vivs deu uma risada debochada e falou:
-Ah Jujuba, você gosta da dor de cabeça e de estragar roupas novas. -Júlia riu, sua amiga detestava aquilo; as ressacas, o barulho de madrugada, as crises de choro dela... Vivs detestava como aquilo estava acabando com a sua amiga.
-Vivs, eu te prometo que acabou. Nada de roupas novas estragadas, nada de ressaca. A partir de agora, eu não saio mais com as meninas da sala. Chega! Cansei disso tudo. Eu quero algo sério, sabe... Cansei desses meninos que só querem aproveitar. -Vivs deu um sorriso compreensivo pra amiga. Ela estava contente que finalmente Júlia enxergava que aquelas coisas não eram legais.
Elas decidiram dar uma volta. Era um lindo sábado de inverno, tinha sol, nenhum vento, e um céu limpíssimo. As duas caminhavam por um calçadão, de braços dados, elas andavam dessa maneira desde que eram menininhas. Julia olhava o céu, as árvores, e sentia o quanto ela amava aquele lugar, ela amava mais ainda pelo fato dele ser longe dos seus pais. Ela sempre se sentiu reprimida por eles, implicavam com tudo que ela fazia, falava e até vestia. Estar longe de casa era a melhor coisa que já acontecera a ela.
Elas foram a um café, sentaram-se numa mesa mais ao canto. Pediram capuccinos e tortinhas de morango. Vivs reparou que havia um carinha olhando pra elas, ele prestava muita atenção nas expressões e gestos da Jujuba. Ela deu um sorriso, e falou pra amiga discretamente olhar para o rapaz. Ela olhou. Aquele cara, não era o mais bonito que Júlia já havia visto, mas havia algo nele que atraia os olhos dela. E como se ele tivesse percebido que as duas haviam notado ele, levantou e veio em direção delas. Meio sem graça, ele perguntou se podia juntar-se a elas. E ela, com seu típico olhar atrevido, assentiu com a cabeça.
Os três conversaram por horas, riram muito, e cada um deve ter tomado uns quatro capuccinos. Júlia estava impressionada, como existiam garotos legais, inteligentes, que não queriam apenas se aproveitar dela. Ao se despedir, ele perguntou se ela tomaria um café com ele outro dia. Como ela poderia recusar? Obviamente ela aceitou o convite. Ela e Vivs voltaram para casa, e assistiram à dois filmes da Audrey Hepburn. Uma perfeita noite de meninas.
No momento em que deitou a cabeça no travesseiro, Júlia riu, e pensou como sua vida deu uma virada em apenas um dia. Ela fechou os olhos, e tinha certeza de que ele ligaria naquela semana ainda.