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domingo, 27 de julho de 2008

Lá vem o caminhão...

Sara Bareilles - Gravity


O que nós fazemos quando um caminhão vem em nossa direção? Nós saimos da frente, certo? Então porque com a vida amorosa não é mesma coisa? Por que nós continuamos na frente do caminhão até ele nos acertar em cheio?

A cada dia que passa, mais convencida eu fico daquela história de que cada um tem o que procura; como no filme que eu assisti um tempo atrás, em que o carinha falava "Cada mulher tem a vida amorosa que deseja." Quando eu escutei isso a primeira vez achei um absurdo, mas olhando de verdade, sem preconceitos, ele está certo. Mas ao mesmo tempo não está.

Está certo porque, realmente, somos nós que deixamos as pessoas nos magoarem, nos fazerem sofrer. O tipo de relacionamento que temos são baseados nas nossas escolhas, e nas condições que nós pré-inserimos nele. Isso mesmo. A mulher que apanha de uma marido, em algum momento no inicio do namoro deles deixou implícito que ele a dominava; por exemplo quando ele apertou o braço dela quando queria ir embora de algum lugar e ela não falou nada, ou gritou com ela quando discordou de algo e ela se calou depois disso.

Mas ele não está totalmente certo porque o amor não é uma escolha, nem um acontecimento. As vezes sem nenhuma lógica ele surge entre duas pessoas superdiferentes, e as vezes é extremamente lógico e surge entre duas pessoas que sempre combinaram. Eu acho que o amor depende de algo parecido com sorte, mas eu não acredito em sorte, ou coincidências. Tudo tem um propósito. Até o impacto com o caminhão.

Então, vou continuar na frente do caminhão, quem sabe não aparece alguém pra me salvar? ;D

;*

P.s.: A música é lindaaa. Eu quase choro toda vez que escuto. E vale a pena dar uma espiadinha na letra dela, que é muito boa.